Prolongamento
“Não há garantia absoluta do regresso do futebol”, afirma João Paulo Rebelo
2020-05-03 13:10:00
Secretário de Estado indica que podem ser tomadas medidas que "signifiquem retrocessos"

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, concedeu uma entrevista ao jornal Record e falou sobre a decisão de retomar a I Liga em finais de maio.

De acordo com o secretário de Estado, a ideia é ir avaliando como a pandemia da covid-19 se vai evoluir e, a partir daí, ver se serão tomadas medidas que "signifiquem retrocessos".

“Há um trabalho que está a ser feito entre a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Direção-Geral da Saúde (DGS), com técnicos e especialistas. O que o Governo diz é que há possibilidade de, no final de maio, retomarem a I Liga e Taça de Portugal, desde que sejam verificados um conjunto de pressupostos”, afirmou João Paulo Rebelo.

Assim sendo, o secretário de Estado do Desporto não garante que o futebol possa regressar, salientando que o que foi anunciado foi a possibilidade da retoma.

“Vamos supor que, passados alguns dias, se verifica algo no número de infetados. Isso pode significar um retrocesso e não tem a ver com futebol. O que está anunciado é a possibilidade da retoma, não é a garantia absoluta de que isso vai acontecer”, indicou.

Apesar da I Liga ter o regresso marcado, a II Liga não recebeu ‘luz verde’ por parte do executivo liderado por António Costa.

Segundo o secretário de Estado, a decisão foi tomada “pelo mundo do futebol” juntamente com as autoridades de saúde e que os clubes da II Liga não conseguem garantir “condições técnicas”.

“Há um consenso entre FPF e DGS de que há condições técnicas e organizativas, um conjunto de regas que terão de ser cumpridas que se entende que os clubes da I Liga conseguem garantir e que os clubes da II Liga não”, comentou.

Em entrevista à SIC, o primeiro-ministro, António Costa, considerou que o futebol “não está nas prioridades” do executivo.

Para João Paulo Rebelo, seria “injusto” deixar o Desporto “à margem” dos apoios do Governo.

“Estamos a falar de pessoas que têm famílias, compromissos, rendas para pagar… Também me parecia injusto que ficassem de fora dos apoios do Governo”, concluiu.

Após 24 jornadas, o FC Porto encontra-se na frente do campeonato, com 60 pontos, mais um que o Benfica, segundo classificado.

Na II Liga, Nacional e Farense ocupam os lugares de promoção para a I Liga.