Portugal
Veia goleadora histórica de Jonas no campeonato só esbarrou em Ricardo e José Sá
2018-01-11 11:00:00
Guarda-redes do GD Chaves revela ao Bancada o segredo para travar o brasileiro: "concentração e um pouquinho de sorte"

Os 20 golos que Jonas fez nas primeiras 17 jornadas do campeonato são um marco histórico na competição, pelo menos numa prova disputada a 34 jornadas, superando o recorde que pertencia a Jardel desde a temporada 1999/00 quando o ex-avançado do Sporting marcou a 14 clubes no mesmo período. Só os guarda-redes Ricardo Nunes, do GD Chaves, e José Sá, do FC Porto, conseguiram travar esta veia goleador do Pistolas, naqueles que foram os dois únicos jogos que o 10 do Benfica ficou em branco para o campeonato. Em Chaves, Seferovic deu o triunfo às águias, aos 90+2, e no Dragão registou-se uma igualdade a zero.

Ricardo Nunes, guarda-redes dos flavienses na partida em casa com o Benfica, conta ao Bancada qual foi o segredo para travar Jonas nesse jogo. Concentração, estudar bem as movimentações do avançado brasileiro, quer em 4x4x2 ou em 4x3x3, e um pouco de sorte, é a receita, segundo Ricardo. "O segredo é estarmos concentrados e ter um pouquinho de sorte. Ele não criou muitos problemas, mas teve aquele remate ao poste. Não vi a bola partir, estava muito gente à minha frente. Não tinha hipóteses de a ir buscar. A sorte esteve do meu lado, aquela que me faltou no lance com o Seferovic", recorda Ricardo. O guardião flaviense recorda-se de um "jogo difícil" para o GD Chaves, onde o Benfica "teve várias oportunidades de golo, mas batemo-nos bem". Sobre Jonas, deixa elogios ao avançado brasileiro dos encarnados. "É um jogador de referência, temível dentro da área, que precisa de meia-oportunidade para marcar. Quer em 4x4x2, como jogou contra nós, quer em 4x3x3, ele é sempre um avançado temível. Sabe sempre aparecer no sítio certo".

No jogo com o Benfica, Ricardo foi mesmo considerado o melhor jogador em campo. Em oito ocasiões, o ex-guarda-redes do FC Porto foi superior aos remates dos adversários, sendo que dessas defesas seis foram a disparos de dentro da área. Jonas, a jogar atrás de Seferovic, teve uma atuação apagada, embora tenha tido um remate na área a acertar no poste direito da baliza de Ricardo. Nos outros três remates que o brasileiro fez na partida, em nenhum deles a bola chegou à baliza de Ricardo. "O Benfica, na altura, jogava em 4x4x2 e o Jonas atuava atrás do Seferovic. Estávamos precavidos para as movimentações dele". O guarda-redes flaviense diz que 

No Dragão, Jonas jogou sempre muito longe da área do FC Porto, assim como toda a equipa do Benfica, apesar de ter entrado como a referência do ataque dos encarnados, mas à exceção desses dois jogos o pé quente de Jonas no campeonato já resultou, para além de uma regularidade a marcar, num hat-trick ao Belenenses, na Luz, no triunfo dos encarnados por 5-0, e em três bis: ao Vitória de Setúbal (6-1), em casa, e diante o Aves (3-1) e Tondela (5-1) fora de portas.

A cadência de golos de Jonas no Benfica esta época revela a influência cada vez maior do avançado benfiquista agora a ocupar uma nova função, de referência no ataque: o brasileiro tem metade dos golos do Benfica (50 por cento de aproveitamento) e está há seis partidas consecutivas a marcar.
Além dos 20 golos que Jonas tem no campeonato, o brasileiro também festejou na Taça da Liga (Portimonense), na Taça de Portugal (Rio Ave) e na Supertaça (Vitória de Guimarães). Só faltou mesmo marcar na Liga dos Campeões, onde o brasileiro, em seis presenças na competição, não escapou à desastrosa campanha coletiva da equipa encarnada.