Portugal
“Trocar Benfica pelo Sporting custou-me muito”, revela Paulo Sousa
2019-09-09 13:50:00
Antigo médio lembra 'Verão Quente' e assume que em 1993 tinha "falta de maturidade a nível futebolístico e humano"

A história do futebol português e da rivalidade entre os grandes de Lisboa tem presente o célebre ‘Verão Quente’ de 1993.

Sousa Cintra, que liderava um Sporting financeiramente pujante, avançou para as contratações de Paulo Sousa e Pacheco, numa altura em que o Benfica de Jorge de Brito enfrentava dificuldades em pagar salários.

João Pinto recuou à última hora (viria mais tarde a jogar de leão ao peito, quando Vale e Azevedo o dispensou) e Paulo Futre seguiu para Marselha.

Uma declaração de Sousa Cintra torna-se curiosa, hoje, depois da entrevista de Paulo Sousa ao Tribuna Expresso. Disse o então presidente do Sporting que João Pinto fora “imaturo”, ao recuar na rescisão e rasgar o acordo que já tinha celebrado.

É precisamente a falta de maturidade que Paulo Sousa aponta, para justificar a saída da Luz para Alvalade, naquele ano.

“Trocar Benfica pelo Sporting custou-me muito, até pela minha falta de maturidade a nível futebolístico e humano”, revela agora Paulo Sousa.

O agora treinador lamenta, no entanto, estas rivalidades exacerbadas. “Sempre fui muito crítico daquilo que é o nosso país. É importante haver um espírito crítico construtivo e positivo. Nós alimentamos muito o oposto. Acho que o valor do futebol português seria muito maior se direcionássemos a análise e o espírito crítico para um sentido construtivo, e não destrutivo”, diz, naquela entrevista.

Paulo Sousa considera que “o clubismo”, apesar de ser “importante” no futebol, “cega muita gente”.

“Nasces a vivenciar uma experiência de clube com que te identificas, mas é fundamental haver o máximo de coerência e de realismo”, aponta.

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