Portugal
Sportinguistas "têm saudades do Brunismo", diz ex-vogal na era Bruno de Carvalho
2020-06-26 16:35:00
Ex-dirigente não quer, ainda assim, um regresso de Bruno de Carvalho

Bruno Mascarenhas, antigo dirigente do Sporting, admite que os associados do conjunto verde e branco "gostariam de ter um Brunismo moderado".

Depois de recordar algumas das presidências do Sporting ao longo das últimas décadas, Mascarenhas lembra que se começou a interessar pelo dirigismo em Alvalade com Bruno de Carvalho, que chegou com "um discurso populista a que hoje apelidamos de Brunismo".

Lembrando que apesar de o Sporting ter sido fundado por um "aristocrata – José Alvalade –", Mascarenhas sustenta que os sportinguistas têm "orgulho" na história "grandiosa" e isso "não retira ao clube a condição de ser do povo".

E é no povo do Sporting que tem sentido aquilo que eles querem.

"Tenho conversado com muitíssimos sócios por todo o país. Têm saudades do Brunismo. Entenda-se Brunismo como aquele sentimento que viveram de 2013 a 2018 porque essa herança, esse legado que vivi e protagonizei, está vivo e queremos que volte", escreveu Mascarenhas no blogue Leonino.

O antigo vogal do Sporting considera ainda que os adeptos leoninos querem um clube "avassalador, mobilizado, vitorioso" e é nesse cenário que fala no tal "Brunismo".

Mascarenhas acredita que os associados querem um clube voltado para as "conquistas" e que "combata e supere os rivais". Além disso, espera que tendo por base o tal "Brunismo", o Sporting "retome e aplique como estratégia de expansão o slogan do Sporting".

Apesar de admitir que pretendem o regresso do "Brunismo", Mascarenhas não quer assistir a um regresso de Bruno de Carvalho mas também espera que "os herdeiros do Roquetismo" deixem o clube.

Para o futuro, o ex-dirigente espera que o Sporting consiga reunir "ricos e pobres, velhos e novos, homens e mulheres, sócios recentes e sócios antigos".