Portugal
"Os jogadores estão preocupados", diz empresário Ulisses Santos
2020-03-27 15:10:00
Ulisses Santos entende que cortes salariais podem ocorrer mas avisa que clubes têm de "comprovar quebra de receitas"

Empresário de Gelson Martins, Jardel, Ferro, Rúben Semedo, Manafá, entre outros jogadores, Ulisses Santos explica que os futebolistas estão preocupados com a eventual nova realidade que podem ter de enfrentar, isto numa altura em que se fala que os salários podem baixar.

"Estão naturalmente preocupados porque é a sua profissão, vão perguntando o que achamos se vai haver campeonato ou não. Em termos de condições futuras, o que poderá acontecer no mercado. A nível de condições atuais se os clubes se prepararam para haver um corte salarial ou não. Estão preocupados e com legitimidade", assegura Ulisses Santos.

Em entrevista à 'TSF', o empresário defende que é preciso perceber se os cortes que os clubes venham a aplicar "são reais ou não".

"Embora sendo uma questão de fatalidade, o futebol não é diferente de outras atividades, tem que cumprir as regras e ser solidário. Se a entidade patronal tiver cortes nas receitas, naturalmente, o passo poderá ser esse [corte de salários] terá de ser esse como acontece com todos os portugueses. Agora, sempre e quando esse corte de receitas for real e comprovado pelos clubes."

A questão do pagamento de salários na Liga portuguesa, em consequência da crise económica que poderá surgir após o surto da Covid-19, tem dado que falar, nos últimos dias, com o sindicato dos jogadores a admitir abertura para dialogar com todos.

Agora, FC Porto, SC Braga e Sporting tomam uma posição relativamente ao tema, enquanto que o Benfica prefere não deixar comentários, para já.

Por seu turno, recorde-se, o Sindicato dos Jogadores mostra-se disponível para dialogar, mas vai avisando que não podem ser os futebolistas sozinhos a 'pagar' a fatura.

Lá por fora, o Barcelona vai avançar com uma redução salarial de todos os trabalhadores do clube, de forma a minimizar o impacto económico provocado pela pandemia da Covid-19.

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