Portugal
"Não têm claques" mas "depois as claques agridem jogadores e invadem casas"
2020-06-18 13:50:00
Menezes critica ainda o poder quase "total" dado a algumas claques dentro dos clubes

Antigo presidente do PSD e ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, conhecido adepto leonino, foi convidado para integrar um leque de personalidades que têm vindo a pensar o futuro do Sporting num conjunto de conferências. E foi aí que abordou o tema das claques, deixando recados aos rivais e recomendações à direção de Frederico Varandas.

Depois de destacar que é preciso reprensar a ligação com os grupos organizados de adeptos e notando instabilidade entre estes e a direção verde e branca, Menezes entende que é chegado o tempo de se pensar a sério nesta questão.

"Há clubes que têm claques mas não têm claques. Mas depois as claques que não existem agridem jogadores, invadem casas de dirigentes", salientou, sem mencionar nomes de clubes e/ou grupos.

Em declarações no espaço Sporting com Futuro, que decorre em Oeiras, Menezes apontou ainda para os clubes "que têm claques com poder excessivo ou total dentro dos clubes", chegando depois, e aí já mencionou, as claques leoninas.

Neste aspeto, Menezes acredita que o Sporting pode jogar na antecipação e reformular neste capítulo.

"O Sporting tem as suas claques. A origem é simpática, muito ligada a filhos e dirigentes do Sporting. As claques em todo o mundo adulteraram-se. O Sporting não devia perder a oportunidade de ser vanguardista e fazer pedagogia com regras com direitos e deveres para que as claques se comportem de acordo com o que é a visão do clube".

Algumas claques do Sporting e a direção presidida por Frederico Varandas estão de costas voltadas.

Ainda em 2019, Varandas decidiu cortar com alguns protocolos que ligavam o Sporting e alguns dos seus grupos de adeptos, entre os quais a Juventude Leonina.