Portugal
Marítimo vence em Paços de Ferreira com golo de Rodrigo Pinho
2019-08-31 18:30:00
Insulares jogaram em inferioridade numérica desde os 23 minutos

O Marítimo estreou-se hoje a ganhar na I Liga de futebol 2019/20, ao derrotar o Paços de Ferreira por 1-0, na quarta jornada, jogo em que os insulares jogaram em inferioridade numérica desde os 23 minutos.

O golo que fez a diferença no resultado e garantiu uma importante vitória ao Marítimo surgiu aos 56 minutos e foi marcado por Rodrigo Pinho, ao desviar, de cabeça, na área pacense um livre lateral de Rúben Ferreira, num final de jogo marcado por protestos e lenços brancos dos adeptos pacenses.

Com este triunfo, apenas o terceiro dos insulares no histórico de 21 confrontos na Capital do Móvel para o principal campeonato, o Marítimo subiu várias posições na classificação, ascendendo provisoriamente ao 10.º lugar, com quatro pontos, enquanto o Paços, ainda sem vencer, mantém o último lugar, com apenas um ponto.

A primeira parte foi um deserto de ideias das duas equipas, incapazes de vencerem a oposição do adversário e desperdiçando os erros não forçados dos oponentes, acentuando-se do lado pacense a partir dos 23 minutos, altura em que o médio francês Bambock viu o vermelho direto, por entrada imprudente sobre Dadashov, deixando os insulares reduzidos a 10 elementos.

O Marítimo, com René Santos, Edgar Costa e Rodrigo Pinho de início, por comparação ao último jogo diante do Tondela (derrota caseira por 3-2), apresentou-se agressivo, pressionando à saída da área dos pacenses, o que condicionou a saída e construção de jogo dos locais, surpreendidos por dois livres perigosos à entrada da sua área nos primeiros três minutos.

O primeiro sinal de reação pacense, com o mesmo 'onze' que empatou no Bessa com o Boavista (1-1), surgiu aos oito minutos, numa triangulação envolvendo Pedrinho, Dadashov e Hélder Ferreira, que finalizou em desequilíbrio e para fora.

Os pacenses conseguiam agora ter mais bola e a expulsão escusada de Bambock, aos 23 minutos, parecia dar força a essa tendência. Pouco depois, Diaby ainda 'namorou' o golo, após canto em que Charles falhou a interceção, mas os insulares conseguiram equilibrar-se e, até ao intervalo, dispuseram de duas boas situações para marcar, a partir de falhas defensivas dos locais.

O domínio pacense, como se esperava, acentuou-se no segundo tempo, na maior parte das vezes numa espécie de futebol sem balizas, face a um Marítimo com as linhas recuadas e próximas, mas sem nunca abdicar do ataque.

Foi através de um livre lateral de Rúben Ferreira que os insulares chegaram ao golo, aos 58 minutos, por Rodrigo Pinho, e só não fizeram o segundo, aos 68, por manifesta infelicidade de Daizen.

O jogo terminou com os pacenses, sempre mais com o coração do que com discernimento, a jogarem na área de Charles, decisivo aos 90+4 a negar o empate a Dadashov, um dos mais perdulários entre os pacenses.

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