Portugal
Jogadoras pedem à FPF "um chão" e não "um teto"
2020-06-26 15:50:00
Questão salarial no futebol feminino volta a dar que falar

As jogadoras de futebol deixam um apelo à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para que, em vez de "um teto" salarial, lhes possa oferecer "um chão".

A respeito do tema precariedade laboral no futebol feminino, em Portugal, que tem estado na ordem do dia, nos últimos tempos, as internacionais Solange Carvalhas e Tita, que também subscreveram o movimento "Futebol Sem Género", deixam um apelo ao organismo liderado por Fernando Gomes.

"A FPF só cedeu devido à luta das jogadoras. Foi devido a este trabalho conjunto que a FPF não teve outra hipótese que não ceder", referiu Solange Carvalhas, em declarações à Tribuna Expresso.

Já Tita admite que gostava de "ver uma FPF a tentar construir um chão do que estar, ao invés, a cortar os sonhos" das atletas ao "colocar um teto".

Recentemente, causou polémica a criação de um limite orçamental de 550 mil euros para os clubes da primeira divisão no regulamento da liga de futebol feminino 2020/21, uma norma entretanto retirada pela FPF na proposta final.

A proposta em causa constava no regulamento do campeonato de 2020/21, no artigo 93, ponto 1.

"Face às circunstâncias excecionais decorrentes da pandemia COVID-19 e à necessidade de garantir o equilíbrio dos clubes e a estabilidade da competição, é estabelecido o limite máximo de 550 mil euros para a massa salarial das jogadoras inscritas na temporada 2020/21. Entende-se por massa salarial do plantel a soma dos salários e/ou subsídios declarados no contrato de cada jogadora."

As jogadoras de futebol feminino em Portugal criaram o movimento 'Futebol Sem Género' contra o limite salarial de 550 mil euros que a FPF estabeleceu aos planteis do principal escalão, que acusavam de ser "discriminatório".

O campeonato feminino de futebol terá mais oito equipas na próxima época, de 2020/21, passando de 12 para 20 clubes, informou a 6 de maio a FPF.