Portugal
“O Benfica canibaliza e Varandas está a ser comido”, diz Bruno de Carvalho
2020-06-10 18:15:00
Ex-presidente do Sporting lança ataque a Luís Filipe Vieira

O antigo presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, participou num debate organizado pelo Bola na Rede e falou sobre os temas quentes da atualidade, entre os quais o ataque ao autocarro do Benfica.

Mostrando-se solidário com toda a equipa encarnada, o ex-dirigente estabelece uma comparação com o ataque à Academia de Alcochete, em 2018, e considera que o tratamento aos dois casos não podia ser mais diferente.

Recordando que houve “um linchamento público” ao Sporting e ao presidente logo na primeira noite, Bruno de Carvalho indica que há “um poder exagerado de um clube sobre uma comunicação social” e que certas narrativas são seguidas por parte de pessoas ligadas ao futebol.

“A postura em relação ao que acontece no clube da Luz é sempre levada com ânimo leve. Disseram que o que se passou em Alcochete foi fabricado. Tentaram de tudo, a minha forma, o que eu disse, mas com o Sport Lisboa e Benfica é tudo diferente”, afirmou o antigo líder do Sporting.

Sobre as relações institucionais do clube leonino, Bruno de Carvalho faz alusão a umas palavras de Pinto de Costa, que revelou uma mensagem do ex-presidente do Sporting a dizer que o “FC Porto está tramado” caso Varandas assumisse o clube leonino.

Como tal, Bruno de Carvalho pensa que há uma ligação entre o Sporting e o Benfica e a que a mesma não está a ser benéfica para emblema verde e branco.

“O Benfica canibaliza e Frederico Varandas deve gostar, está a ser comido”, indicou.

Bruno de Carvalho não esquece Luís Filipe Vieira e assume que quer fazer frente ao presidente encarnado em tudo o que envolve o panorama desportivo e pessoal.

“Eu quero fazer frente ao Vieira em relação a tudo o que diz respeito à minha vida. Não deve haver um português que tenha mais processos espalhados que Luís Filipe Vieira”, completou.

Por fim, Bruno de Carvalho voltou a falar sobre a violência no desporto e indica que a modalidade está a chegar a um “momento perigoso” e que esta temática está a ser vista da maneira errada.

“A violência do desporto tem causas. As pessoas, comentadores e dirigentes dizem porque não tem interesse em dizer a verdade”, salientou.