Portugal
"Este tipo de jogos são aqueles que fazem as equipas campeãs", diz Lage
2019-09-14 22:15:00
Técnico analisou a vitória sobre o Gil Vicente

Bruno Lage não escondeu a satisfação pelo resultado conquistado diante do Gil Vicente, este domingo, no Estádio da Luz. Em conferência de imprensa, o técnico reforçou a ideia de ser difícil jogar após os compromissos das seleções e sublinhou que são jogos como os de hoje "que fazem as equipas campeãs". 

"Este tipo de jogos são aqueles que fazem as equipas campeãs. É sempre muito difícil fazer a mudança depois de jogos internacionais. O que mais me preocupa são aqueles que não jogam. Ficam 12 ou 14 dias sem jogar. Por aquilo que tive a oportunidade de verificar, vencemos o nosso jogo, mas a nível internacional houve muitas equipas que perderam pontos", começou por dizer. 

"Hoje, tivemos uma entrada muito forte com uma tentativa de Ferro outra de Pizzi. Este Gil Vicente fechou o jogo interior e a nossa estratégia passava por ir à largura, pelas laterais, para atrair jogadores no corredor. O nosso primeiro golo foi assim. Trabalhámos até à exaustão esses movimentos. Chegámos a vencer ao intervalo com mérito. Na segunda parte pretendia que a equipa fosse mais consistente. Depois do 2-0 senti que a equipa tinha o jogo na mão. Neste tipo de jogos temos de entender que temos de vencer", acrescentou. 

Bruno Lage aproveitou ainda para individualizar alguns jogadores do Benfica, falando da estreia de Fejsa, do golo de Pizzi e da ausência de remates certeiros de Raul de Tomas. 

"[Utilização de Fejsa] São situações que acontecem no fecho do mercado. A partir do momento em que fecha temos de contar com os que cá ficam. Os jogadores dão sinais que querem continuar. Continuamos a acreditar que continuará a dar aquilo que deu ao longo dos anos na equipa. Em relação a Pizzi não estou surpreendido. Para além da qualidade individual é um jogador que aparece muitas vezes em situações de golo. Hoje, ele sentiu que a bola iria cair ali e fazer o golo. Em relação aos dois avançados, Raul de Tomas estava em posição para marcar e surgiu um golo na própria baliza. Ele tem de ter essa ansiedade de querer marcar um golo. Imagina a oportunidade de ter um golo, em que era só encostar, e aparece um adversário a marcar. É natural que ficasse insatisfeito", concluiu.