Portugal
"É um dos erros que eu, como líder, assumo", diz Varandas sobre Bruno Fernandes
2020-02-07 09:30:00
"Não há que ter vergonha de dizer. Jamais vou vender ilusões", revela presidente do Sporting

Frederico Varandas assume que preparou mal esta temporada e revela que Bruno Fernandes devia ter saído de Alvalade na janela de transferências de verão.

O presidente do Sporting explica aos sócios várias situações que se têm passado no clube, desde as dificuldades de tesouraria à formação do plantel. O médico de profissão explica que tem vindo a administrar os 'medicamentos' que entende serem os melhores para 'curar' o leão mas assume que não tem sido fácil.

"Não há que ter vergonha de dizer. Jamais vou vender ilusões, nem serei populista. O Sporting não tem capacidade para ir buscar um jogador feito", disse, em entrevista ao 'Record', dando o exemplo de Plata para explicar a realidade atual que se vive em Alvalade.

Varandas assume a culpa por Bruno Fernandes não ter saído no verão e ter condicionado a formação do plantel e preparação da época.

"Esse é um dos erros que eu, como líder, assumo. Tivemos uma oferta única de 45 milhões fixos, mais 20 por objetivos. Achámos que não poderíamos vender. Olhando para trás, de forma fria, hipotecou e condicionou muito a época de futebol deste ano", comentou, destacando ainda que acreditou sempre que venderia Bas Dost (que saiu mesmo) e Bruno Fernandes (saiu em janeiro de 2020).

"Achámos que seriam vendidos Bas Dost e Bruno Fernandes e viria um avançado na ordem dos 8 a 10 milhões de euros. Os últimos três ou quatro dias de mercado foram dificílimos, pois tínhamos de vender. Não pensávamos vender extremos, mas tivemos de o fazer com o Raphinha."

Nesta entrevista ao 'Record', Varandas sublinha ainda que não percebe as críticas feitas a Hugo Viana, diretor do futebol verde e branco.

"É de extrema injustiça o que se diz de Hugo Viana. Sei os problemas e erros que cometemos, mas sei que foram muito condicionados pela nossa situação financeira. Os sportinguistas que entendam isto: eu precisei de fazer 115 milhões em vendas só para sobreviver".

O atual presidente dos leões assegura ainda que não pensa no próximo ato eleitoral.

"Não estou a pensar em nada disso. Se estivesse preocupado com isso, não faria o que estou a fazer. Ou então sou louco".

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