Portugal
"É mais fácil manter uma equipa na I Liga do que subir na II Liga"
2020-01-08 10:00:00
'Rei das subidas' traça o cenário atual do campeonato e fala da competitividade na II Liga

Vítor Oliveira é um dos mais reputados treinadores portugueses e reconhecido pelos méritos que tem colecionado ao longo da já longa carreira, sobretudo ao conseguir subir equipas da II Liga para a I com frequência. O 'Rei das subidas', como é conhecido, explica o que o estimula na 'arte' do treino.

"A Liga de Honra era quase um nível de exigência brutal para o Vítor Oliveira. As equipas contratavam o Vítor Oliveira e já subiam. Isso não é verdade, não é líquido. Aconteceu em algumas equipas e em outras não. A Liga de Honra é extremamente competitiva. Atrevo-me a dizer que é mais fácil manter uma equipa na I Liga do que subir na II Liga. E este campeonato está a demonstrar isso mesmo", referiu, explicando as razões que o levaram a optar pelo Gil Vicente, que na última época alinhava no Campeonato de Portugal (terceira divisão) e subiu pela via administrativa.

"Queria testar a minha capacidade num desafio diferente, sair da minha zona de conforto embora a Liga de Honra não seja zona de conforto para ninguém", disse, assinalando que queria sair da sua "zona de conforto e ir para uma situação difícil e nova".

"Penso que é inédita esta situação. Na Europa nem tenho conhecimento de uma situação destas."

Vítor Oliveira traçou depois o cenário do campeonato português e socorre-se da experiência colecionada ao longo de anos para garantir que a Liga "está diferente e mais fraca".

Para o treinador do Gil Vicente, o campeonato "continua competitivo mas com um nível mais baixo".

Não tem comparação com o Sporting de há uns anos", realçou Vítor Oliveira.

O técnico dos gilistas encontra "várias razões" para se ter chegado aqui.

Vítor Oliveira explicou ainda o porquê de nunca ter ido treinar para o estrangeiro. "Tinha de ser um contrato bom", realçou, explicando depois que já esteve perto de ir treinar lá por fora.

"Tinha de ter uma determinada percentagem de contrato. Por duas vezes estive quase, quase, uma para um país Árabe e outra para um país africano. Mas não chegamos a um entendimento financeiro e não fui".