Portugal
Coentrão tem prazo para se retratar em tribunal para escapar a condenação
2020-01-30 11:30:00
Esquerdino assumiu em juízo que era "reformado" e depois desmentiu

Fábio Coentrão está envolvido numa polémica jurídica devido a declarações que prestou em tribunal e que, posteriormente, desmentiu na imprensa, no âmbito do processo do ataque à academia do Sporting.

Uma vez que nega agora as declarações que fez sob juramento em tribunal, Coentrão terá de se justificar no tribunal, nos próximos dias, segundo revela o 'Record', de acordo com o Artigo 360º (Falsidade de testemunho, perícia, interpretação ou tradução), que prevê uma pena de prisão até três anos ou de multa a quem minta em tribunal.

O esquerdino poderá justificar-se em tribunal e a juíza que preside ao julgamento acolher a justificação de Coentrão. Nesse caso, escapará a qualquer condenação seja ela de pena de multa ou de prisão.

Nesse caso, de acordo com o Artigo 362º "quem se retratar voluntariamente perante o tribunal, a tempo de isso poder ser levado em conta na decisão e antes que do depoimento tenha resultado prejuízo para terceiro, fica livre de qualquer pena".

A favor de Coentrão, segundo o jornal 'O Jogo', estará o facto de ter prestado declarações erradas relativamente aos costumes e não no depoimento.

No Tribunal do Monsanto, no âmbito do julgamento do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, segundo a 'Renascença', recorde-se, o ex-jogador leonino respondeu que é atualmente um "jogador de futebol reformado", ao ser questionado sobre a sua profissão.

Horas depois, Fábio Coentrão desmentiu a profissão que tinha declarado em tribunal, na 23.ª sessão do julgamento da invasão à academia do Sporting, quando se apresentou como "jogador de futebol reformado".

Questionado sobre essa reforma, em declarações ao 'Expresso', o jogador negou. "Claro que não estou reformado", afirmou Fábio Coentrão, declarando estar "pronto para abraçar um novo projeto".