Portugal
Bombeiro em campo em Alvalade. Jogo parado "só se tivesse interferência"
2020-01-08 10:45:00
Duarte Gomes, ex-árbitro, dá explicação no seu espaço de opinião 'Kickoff Duarte Gomes'

Antigo árbitro internacional, Duarte Gomes, explicou o que diz a lei a respeito de uma situação que aconteceu no clássico de Alvalade entre Sporting e FC Porto e que tem levantado dúvidas, a respeito de um bombeiro que entrou em campo para retirar uma tocha, que tinha sido atirada para dentro das quatro linhas.

A bola andava perto da zona onde o bombeiro estava mas este não lhe tocou. Nesse caso, diz Duarte Gomes, "se algum elemento estranho (como por exemplo um bombeiro) entrar em campo sem autorização, com o jogo a decorrer, este não tem que ser interrompido a menos que tenha interferência (tocando/jogando a bola ou estorvando a ação dos jogadores)."

O ex-árbitro explica que "a jogada decorreu como tinha que decorrer e a sua presença ali, embora perto e imprevista, foi irrelevante".

E se o bombeiro tivesse tocado na bola e esta fosse para o fundo das redes? "Se esse toque/contacto não tivesse impedido a ação dos defesas e/ou do guarda-redes, o golo seria legal".

No 'Kickoff Duarte Gomes', o antigo árbitro detalha ainda que "se o desfecho inicial da jogada fosse o de golo inequívoco, esse nunca seria anulado, mesmo que a bola tiivesse sido tocada/jogada pelo bombeiro".

Duarte Gomes diz que só seria interrompida a jogada "a menos que ele tivesse impedido a ação defensiva".