Portugal
"Aquilo que eu sei é que, no ano passado, fui reeleito com 96 por cento…”
2020-05-25 18:20:00
Pedro Proença afirma que o seu lugar está sempre à disposição dos clubes

O presidente da Liga de Clubes, Pedro Proença, afirmou hoje que os restantes jogos da I Liga de futebol devem ser transmitidos em sinal aberto, devido à pandemia da covid-19, e revelou que apresentou essa proposta ao Governo.

Garantindo que está “sempre disponível” para ouvir as propostas dos clubes, Proença volta a colocar o lugar à disposição dos emblemas profissionais, mas considera que o mais importante é garantir a retoma total das competições.

“O que tenho dito sempre é que a Liga é dos clubes e o presidente só estará na Liga enquanto os clubes quiserem. Penso que nesta altura o momento de responsabilidade é de retomar as competições”, afirmou Pedro Proença.

Ao mesmo tempo, o líder da Liga, questionado sobre se tem vindo a perder o apoio dos clubes, lembra os resultados do último ato eleitoral, realizado no ano passado,

“Aquilo que eu sei é que, no ano passado, fui reeleito com 96 por cento…”, indicou.

A carta enviada por Pedro Proença ao presidente da República, Governo e ao gabinete do ministério de Economia, mereceu várias críticas de várias operadores e clubes da I Liga.

Revelando que a Bundesliga propôs essa ideia, e que a Liga Italiana está a analisar a mesma, Pedro Proença explica o porquê desta medida, sabendo que todos os jogos do campeonato se irão realizar à porta fechada.

“O que tentámos potenciar foi que a entidade governamental pudesse, de alguma forma, injetar dinheiro nos canais generalistas e estes pudessem adquirir conteúdos dos operadores; e estes poderem ser ressarcidos de toda a penalização que tiveram durante estes dois meses e poderem pagar aos clubes, os seus verdadeiros clientes. E assim fechar o ciclo”, salientou.

Esta segunda-feira, o Cova da Piedade juntou-se ao Benfica na decisão de abandonar a direção da Liga e convidou Proença a demitir-se do organismo.

O comportamento do dirigente nos últimos dias mereceu críticas por parte de José Eduardo Simões, antigo presidente da Académica, e Paulo Lopo, líder da SAD do Leixões.