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“Se eu ajudar a salvar uma vida, já fico contente”, afirma Reinaldo Ventura
2020-03-30 23:15:00
O ex-jogador do FC Porto explicou como tem passado a quarentena em Itália

O antigo jogador de hóquei em patins do FC Porto e do Óquei Clube de Barcelos, Reinaldo Ventura, relatou a realidade da Covid-19 em Itália, um dos países mais afetados com esta pandemia.

Atualmente a jogar no Trissina, o atleta de 41 anos encontra-se em quarentena com a sua família e refere que só deu conta da gravidade desta situação quando o país italiano começou a impor regras mais rígidas à população.

“Enquanto a equipa estava em quarentena, ainda não era uma fase demasiado crítica. Só quando o país entrou em quarentena é que realmente ganhámos noção”, afirmou Reinaldo Ventura ao jornal O Jogo.

Uma das grandes figuras portuguesas da história do hóquei em patins, o hoquista tem deixado muitos apelos nas redes sociais, para que as pessoas entendam as consequências que o novo coronavírus pode trazer à sociedade.

“Aqui fomos atingidos violentamente e bem antes de chegar a Portugal. Eu queria abrir os olhos das pessoas. Se eu ajudar a salvar uma vida, já fico contente, porque o que se vive aqui é demasiado grave. Em Itália, foi um ‘deixa andar’, e quis alertar para que o mesmo não se passasse em Portugal”, indicou.

A equipa italiana já teve um caso positivo de Covid-19 na equipa, o que deixou o atleta mais atento à situação. Em isolamento há mais de um mês, o hoquista explicou como tem passado este período.

“Estamos há um mês e uma semana em casa. Nos primeiros dez dias nem a porta de casa podia transpor. Agora só saio para ir ao supermercado e à farmácia. Vejo filmes, estou no computador, treino, brinco com os miúdos e a fazer o possível para continuarmos todos sãos”, salientou.

Por fim, Reinaldo Ventura, que passou 24 anos da sua vida ao serviço do FC Porto, deixou uma mensagem sentida aos seguidores da modalidade.

“Protejam-se, tenham muito cuidado. Ajudando-nos a nós, ajudamos os outros. Tem de ser uma preocupação de todos, não pode ser pessoal. Se todos fizermos isso, isto acaba mais depressa.