Portugal
"Marcelo convidou as pessoas a apontar-me o dedo e exilou-me", diz Bruno
2019-10-11 12:45:00
Ex-presidente do Sporting em declarações no espaço de comentário na rádio 'Estádio'

Bruno de Carvalho lamenta a posição assumida por Marcelo Rebelo de Sousa na sequência do processo de ataque à academia de Alcochete e faz uma acusação com recurso a uma alegada declaração de uma advogada em tribunal durante o processo de instrução ao caso da invasão ao centro de treinos do Sporting.

"Marcelo convidou as pessoas a apontar-me o dedo. Acho que alguém que teve pessoas próximas de si que foram exiladas, acabou por me exilar no meu próprio país", explicou o ex-presidente do Sporting.

Em declarações no seu espaço de comentário na rádio 'Estádio', Bruno de Carvalho diz que sentiu que "não tinha apoio do Presidente da República" e explica que o mais alto representante da nação "deveria ter uma atitude com o caso de Alcochete que deveria pugnar pelo direito à presunção de inocência".

"Para além da intervenção que teve logo após o ataque, deixou que durante centenas e milhares de horas se tivesse dito que ele não queria estar sentado na tribuna do Jamor na final da Taça de Portugal", referiu Bruno de Carvalho, antes de referir que uma advogada explicou no tribunal durante a fase de instrução que ocorreu "um telefonema da mais alta instituição do país para que os suspeitos ficassem detidos".

"É uma realidade que todos ouviram no tribunal. Isto, a ser verdade, não será algo que faça as pessoas terem a calma e confiança de que as instuições trabalham com total independência, atirou, reiterando que está a falar de "factos" mas não se lembra do nome da advogada que prestou esta declaração no tribunal.

"Não me lembro quem foi a advogada. Foi público. Esteve lá a comunicação social, foi gravado e por isso as pessoas que tirem as suas conclusões".