Portugal
“Arbitragem foi horrorosa” e “o campeonato é falsificado”, diz António Oliveira
2019-05-13 13:10:00
Antigo selecionador tece duras críticas à arbitragem, num comentário ao triunfo do Benfica em Vila do Conde

A equipa encarnada superou o complicado obstáculo em Vila do Conde, diante do Rio Ave, vencendo por 3-2, num jogo polémico, marcado por um golo em fora de jogo, no seguimento de uma jogada onde os vilacondenses reclamam penálti.

António Oliveira é duro na análise. “O Benfica nem precisaria de passar por esta arbitragem ridícula. Está a jogar bem, não precisa de favores porque, com todo o mérito, recuperou sete pontos ao FC Porto”, começou por dizer o antigo selecionador, no Trio d’Ataque, da RTP3, neste domingo.

António Oliveira, que defende as cores do FC Porto naquele programa, assinala que esta recuperação “não é caso inédito” e lembra que “o próprio Liverpool tinha na primeira volta nove pontos de vantagem para o City e perdeu o campeonato”.

Mas mantém o dedo em riste, em direção às arbitragens, considerando que “o próprio Benfica não merece ter uma arbitragem desta natureza”, referindo-se ao encontro com o Rio Ave e, em particular, ao lance polémico do 2-0, apontado em fora de jogo por João Félix, depois de uma queda na área Gabrielzinho, tocado por Florentino.

“O primeiro golo é uma oferta do defesa, o segundo é do VAR”, afirma o comentador.

António Oliveira diz-se, como portista, “frustrado”: “Foi demasiado visível. Dá a sensação de que as pessoas [na arbitragem] se sentem absolutamente impunes e não têm respeito por ninguém, muito menos pela aplicação das regras. Este campeonato já não me diz absolutamente nada”.

Apesar de reconhecer virtude ao Benfica, e em particular a Bruno Lage, o rosto da recuperação encarnada, António Oliveira fala em “campeonato falsificado”.

“O Benfica tem mérito, o Bruno Lage está a fazer um excelente campeonato. Daí eu dizer que não precisava deste tipo de arbitragem. Foi horrível, horrorosa. Só não chamo de premeditada porque infelizmente não tenho tempo para estar a ser chamado para fazer declarações…”, reiterou.

“Não gosto de arbitragens que beneficiem as equipas. Tanto faz ser azul, como branca, como vermelha. Eu joguei futebol. Devo a minha vida ao futebol. O futebol, para mim, é uma coisa que tem de ser levada muito a sério. E, em rigor, com uma honestidade enorme. (…) Admito o erro do árbitro – há bons e maus árbitros – mas sou a favor da verdade desportiva, no sentido de que ninguém venha adulterar o esforço dos jogadores”, disse ainda.

O antigo selecionador não compreende a nomeação de Hugo Miguel para o encontro e considera que este jogo “tinha, obrigatoriamente, de ter o melhor dos árbitros”.

“Este campeonato nunca será autêntico. É um campeonato que o Benfica vai ganhar, dir-se-á com mérito, porque recuperou sete pontos ao FC Porto e a grande dose de culpa está no FC Porto e não se vai retirar este mérito. Mas ninguém seguiu as leis, que foram vilipendiadas permanentemente, de acordo com a conivência que nós sabemos que existe no futebol”, insistiu, falando em “impunidade” de quem erra.

“Este campeonato não é autêntico e é um bocado falsificado. Isto é naturalmente a minha opinião”, concluiu.

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